quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Curso de extensão - Tessituras: formação de mediadores para Programas de Leitura - 2ª edição

Carga horária: 40h, com certificação da Pró-Reitoria de Extensão da ULBRA (para quem obtiver, no mínimo, 80% de presença)

Horário: das 14h às 18h

Local: auditório da Livraria Paulinas (Rua dos Andradas, 1212 – Porto Alegre)

Público-alvo: educadores, bibliotecários e outros mediadores de leitura

Inscrições: a partir de 21 de fevereiro, através do e-mail agenda@camaradolivro.com.br (com Ana Paula)

Realização: Câmara Rio-Grandense do Livro e Universidade Luterana do Brasil

Apoio: Livraria Paulinas

14 de março – Programas e Projetos de Leitura

Carla Chamorro (Secretaria Municipal de Educação de Picada Café) e Profª Drª Angela da Rocha Rolla (ULBRA)

28 de março - Espaços de leitura: biblioteca, escola, comunidade

Mesa de relatos com Profº Ms. Jari da Rocha (Centro Cultural José Pedro Boéssio, São Leopoldo), Profª e Bibliotecária Rosinaura Barros (EMEF Vila Monte Cristo, Porto Alegre), Profª Schirley da Silva Schwarzbach (IEE Vasconcelos Jardim, General Câmara), Márcia Cavalcante (ONG Cirandar) e Profª Sandra Sabino (Biblioteca Morro da Cruz, Porto Alegre).

11 de abril - Interdisciplinaridade em projetos de leitura

Profª Drª Vivian Steyer (ULBRA)

18 de abril – Literatura e outras linguagens artísticas

Mesa com Dra. Fabiana de Amorim Marcello (ULBRA), Profª Claire Manica Constante (rede municipal de Porto Alegre), Deborah Finocchiaro (atriz)

09 de maio - Literatura Infantil: o texto

Profª Drª Gláucia de Souza (Colégio de Aplicação da UFRGS)

25 de maio - Literatura Infantil: a imagem

André Neves (escritor e ilustrador)

06 de junho – Literatura Juvenil

Profª Drª Ana Mariza Ribeiro Filipouski (FAPA)

20 de junho - Literatura, identidade e diferenças

Profª Drª Rosa Maria Hessel Silveira (ULBRA)

04 de julho - Literatura e mediações tecnológicas

Profº Drº Edgar Kirchof (ULBRA) e Profª Ana Mello (escritora)

11 de julho – Oficinas temáticas

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Literatura de terror

Um dos temas em destaque na programação da Área Infantil e Juvenil e do ciclo A Hora do Educadorda 57ª Feira do Livro de Porto Alegre é a literatura de terror. A Confraria Reinações prepara o 2° Seminário Reinações na Feira do Livro de Porto Alegre, que terá como tema O fantástico e a literatura infantojuvenil e também o concurso de contos "Assombros Juvenis", cujo regulamento será divulgado em breve. No dia 31 de outubro, teremos o Dia das Bruxas, Sacis e outras criaturas horripilantes, com espetáculos, contações de histórias e outras atrações.
A propósito do tema, tão fascinante para os jovens leitores, segue o primeiro curta-metragem criado e dirigido pelo cineasta americano Tim Burton, cuja filmografia é permeada pelas temáticas sombrias e fantasmagóricas.
Vincent (1982) conta a história de Vincent Malloy, um garoto de 7 anos que quer ser como o ator Vincent Price (o curta inclusive é narrado pelo próprio Price).


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Durante as férias, estive lendo...


A Convite das Palavras - Motivações para Ler, Escrever e Criar
Jorge Miguel Marinho
Ed. Biruta

Se a literatura não revelar um mundo livre e em estado virgem de preconceitos para alguém - o que ela sempre faz porque é puríssima descoberta de um mundo que ainda não se viveu -, se a literatura não se oferecer para alguém e convidar esse alguém para viver o espaço virtual da liberdade - o que é impossível porque ela caminha no próprio território da livre expressão -, se a literatura não derramar poesia nos olhos do leitor para esse leitor ver melhor - o que nem se discute porque a literatura existe para revelar a vida com olhos de primeira vez -, se a literatura não implodir aquele moralismo malvado que tanto faz mal a todo aquele que busca se afirmar no exercício de grupo ou pessoal - o que não acontece porque a literatura busca "salvar" sem nenhum catecismo da moral e dos bons costumes - , se a literatura não for sempre uma promessa de felicidade - o que ela sempre é e será, porque, ainda que ela denuncie as mazelas mais "desumanas" da realidade, ela ao menos anuncia um mundo sempre melhor -, a literatura de fato, pela sua própria natureza utópica e entusiasmada, não tira nada de ninguém... Estes são alguns sentidos para a literatura que podem ser resumidos num sentido maior que se revela como forma de conhecimento e prazer, instrumento do saber, mas também e sobretudo reduto do imaginário que constrói um feliz casamento do sonho com o real.
(p. 13)


A capa deste livro - que achei linda - só não me surpreendeu mais do que o texto do autor Jorge Miguel Marinho, cuja leitura flui com naturalidade, sem perder o tom provocativo de suas linhas quando traz uma profunda reflexão sobre o ensino de Literatura na escola. A partir do diagnóstico do autor, o qual todos nós sabemos - "a falta de prazer nos caminhos do conhecimento" (p. 11), Jorge Miguel apresenta os três pilares a partir dos quais desenvolve sua obra: práticas de leitura, escrita e criação. Os capítulos são breves, construídos a partir de citações da obra estética do próprio Jorge e outras de escritores, plás e alertas com o leitor - momentos em que a conversa se torna mais íntima, e Jorge Miguel marca passagens do livro e elucida outras questões daquele capítulo.
A grande sacada do livro, que vai ao encontro da linguagem coloquial e da interlocução que ele estabelece com seu leitor, são as propostas de trabalho com a leitura literária em diferentes ambientes de aprendizagem, como faz nos últimos capítulos do livro, quando apresenta um módulo de oficina de criação literária no gênero poesia realizada virtualmente. Em um dos capítulos, o autor percorre o processo de criação de um de seus alunos, com suas produções e intervenções do oficineiro para a reescrita (ou não) de seus textos.
Pretendo, no próximo post, trazer as dicas que Jorge Miguel Marinho, também professor de Literatura, para "conquistar e ampliar a comunidade de leitores" (p. 49) , ações com o livro e a leitura que podem acontecer em nossos espaços de mediação. Por falar nisso, Jorge considera "um bom formador de leitores" alguém que "não impõe as palavras já formadas, porém acolhe as palavras em estado de formação e constrói a leitura coletiva" (p. 55). Não é superpoético e convidativo?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Lendo Histórias

- Bom, já que vocês não gostam de ler, eu vou ler para vocês”. Ele abre a sacola, tira um livro grosso e pede que eles prestem atenção. Isso não existe! Como um professor pode propor a seus alunos que passe o ano lendo? Ou ele é um grande preguiçoso ou está escondendo o jogo! Alguns preparam a caneta. Não, é inútil tomarem nota. “Apenas escutem”, insinua o professor. Não faltarão questionamentos: “o senhor vai ler esse livro todo... em voz alta? O senhor não acha que já passamos da idade? O que é que tem nesse livro? Conta o quê?” Pacientemente, o professor diz que é difícil responder antes de ler. Pede a atenção de todos e inicia a leitura de O perfume, de Patrick Suskind.

"Os alunos da 5ª série da tarde não entenderam direito a história, então a professora resolveu fazer uma leitura oral para que eles compreendessem melhor. Eles gostaram, pois disseram que a interpretação da professora ajudou-os a se concentrarem e a perceber coisas que não tinham percebido com a primeira leitura." (relato enviado pela professora Luana Couto)

Ler em voz alta para os alunos, como ambos os depoimentos nos contam, podem ser uma ótima opção. Muitas vezes o professor não domina conhecimentos da performance cênica para contar uma história, como, por exemplo, decorá-la. Além disso, a modalidade de leitura pode servir para melhor compreensão do texto (como no caso relatado pela professora Luana), ou também para troca de ideias e impressões, discussão de trechos da história, levantamento de hipóteses sobre a próxima página, enfim, instigar a curiosidade dos leitores.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Léia Cassol na Estadual de Ensino Médio Professor Sarmento Leite


A professora Marli Deuner, da EEEM Professor Sarmento Leite enviou-nos um carinhoso relato sobre a visita da autora Léia Cassol em sua escola. Para ver como foi feito o trabalho de leitura e recriação das obras da autora, assista à apresentação.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lendo pra Valer/Fome de Ler na EEEF Albino Hackmann (Guaíba)



A Câmara do Livro, ao definir a lista de autores que participarão dos Programas de Leitura, também propõe às escolas encontros com contadores de histórias ou grupos teatrais que dramatizam a obra de um autor já falecido. Estes encontros sempre são bastante produtivos, pois, mesmo que o autor não esteja presente "em carne e osso", ocorre o mais importante: a aproximação com o universo criativo do autor adotado. Para as escolas que recebem as contações ou dramatizações a partir da obra de um autor, um dos conceitos abordados no projeto de leitura é o de intertextualidade, ou seja, o diálogo entre textos, que podem ocorrer entre diversas linguagens. Mesmo que os alunos sejam das séries iniciais e o conceito não seja trabalhado formalmente, o professor pode trabalhar com diversas releituras daquele autor e propor recriações da sua obra aos seus alunos. Um exemplo bacana é o Histórias em Quadrões, releituras de quadros clássicos da pintura com personagens da Turma da Mônica de Maurício de Sousa.

No último dia 19 de novembro, a EEEF Albino Hackmann, em Guaíba, recebeu a visita da Cia Crakety, que encenou "As aventuras do avião vermelho" de Erico Verissimo. A partir da leitura dos livros de Erico, os alunos também produziram dramatizações da sua obra e apresentaram aos colegas. No dia do encontro, depois da apresentação da Cia Crakety, a escola propôs à comunidade uma “Hora de Leitura” e visitar a exposição de trabalhos dos alunos. A professora Adriana, da EEEF Albino Hackmann, em Guaíba, nos contou que "mesmo não conhecendo o autor pessoalmente, os alunos pareciam ter intimidade ao falar do "Érico" e suas obras.", revelando que a leitura sempre é o mais importante. No blog da escola, há fotos do encontro. Para conhecer um pouco do trabalho da Cia Crakety, acesse o vídeo aqui.

terça-feira, 23 de novembro de 2010


O blog está desatualizado, mas por um bom motivo: durante 18 dias, estivemos numa maratona de encontros dos Programas de Leitura e da programação da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Nesta semana, estamos organizando os relatos dos autores e das escolas e, em seguida, vamos postá-los no blog. Uma coisa já se pode adiantar: todos ressaltaram o trabalho primoroso e comprometido com a questão da leitura nas escolas.